Os melhores jogos de mundo aberto
Os melhores jogos de mundo aberto para jogar
Poucos gêneros oferecem tanta liberdade quanto os jogos de mundo aberto. Em vez de conduzir o jogador por uma sequência rígida de fases, esses títulos apresentam grandes ambientes que podem ser explorados com diferentes graus de liberdade. É possível abandonar temporariamente a missão principal, descobrir lugares escondidos, enfrentar inimigos opcionais ou simplesmente viajar pelo cenário.
Mas tamanho não é suficiente para criar um bom mundo aberto. Os melhores jogos são aqueles em que explorar realmente vale a pena, seja pela descoberta de novas histórias, personagens, equipamentos, desafios ou simplesmente por situações inesperadas.
A seleção abaixo reúne alguns dos melhores jogos de mundo aberto para diferentes perfis de jogadores, considerando principalmente exploração, qualidade das atividades, ambientação, narrativa e liberdade.
Red Dead Redemption 2
Red Dead Redemption 2 continua sendo uma das principais referências quando o assunto é criar um mundo virtual convincente. O jogo da Rockstar Games acompanha Arthur Morgan e a gangue Van der Linde durante os últimos anos do Velho Oeste americano.
O grande diferencial está nos detalhes. Animais ocupam diferentes regiões, cidades possuem rotinas próprias e encontros inesperados podem acontecer durante uma simples viagem. Explorar lentamente faz parte da experiência.
A narrativa também recebe bastante atenção. Arthur é um protagonista complexo, e a relação dele com os demais integrantes da gangue evolui conforme a história avança.
É uma ótima escolha para quem procura imersão e narrativa, mas exige alguma paciência. Diversas animações e atividades seguem uma proposta deliberadamente mais lenta e realista.
Elden Ring
Elden Ring utiliza o conceito de mundo aberto de maneira bastante diferente. Em vez de preencher o mapa com dezenas de indicadores dizendo exatamente onde o jogador deve ir, o RPG da FromSoftware incentiva a observação e a curiosidade.
O cenário das Terras Intermédias possui castelos, cavernas, ruínas, chefes opcionais e regiões inteiras que podem ser descobertas durante a exploração. A página oficial classifica Elden Ring como um RPG de ação em mundo aberto.
Uma das grandes qualidades está justamente na sensação de descoberta. Uma construção aparentemente pequena pode levar a uma área subterrânea muito maior do que o esperado.
Vale a pena para iniciantes?
É importante considerar a dificuldade. Elden Ring permite experimentar diferentes armas, habilidades e estratégias, mas ainda pode ser bastante exigente.
Por outro lado, seu formato aberto oferece alternativas. Quando determinado inimigo parece forte demais, normalmente é possível explorar outra região, melhorar o personagem e retornar posteriormente.
The Witcher 3: Wild Hunt
Para jogadores que valorizam histórias e missões bem desenvolvidas, The Witcher 3: Wild Hunt permanece uma recomendação importante.
O jogador controla Geralt de Rívia e percorre diferentes regiões enquanto procura Ciri. O próprio site oficial destaca locais como Velen, Novigrad e as ilhas de Skellige, além das decisões que podem produzir consequências para personagens e acontecimentos.
O destaque está principalmente nas missões. Mesmo tarefas secundárias aparentemente simples podem apresentar personagens interessantes, investigações e escolhas moralmente complicadas.
As expansões Hearts of Stone e Blood and Wine ampliam ainda mais a experiência com novos personagens, histórias e locais.
The Legend of Zelda: Tears of the Kingdom
The Legend of Zelda: Tears of the Kingdom é uma excelente demonstração de como liberdade e criatividade podem transformar a exploração.
O jogo permite percorrer as paisagens de Hyrule e explorar ilhas localizadas no céu. A Nintendo também destaca cavernas e outras mudanças realizadas no mundo em relação aos acontecimentos anteriores.
A grande diferença está nas possibilidades oferecidas pelas habilidades de Link. Muitos problemas não possuem apenas uma solução predeterminada. O jogador pode experimentar combinações, construir mecanismos e encontrar maneiras pouco convencionais de superar obstáculos.
Isso faz com que a exploração seja mais do que simplesmente caminhar entre pontos marcados no mapa.
Cyberpunk 2077
Cyberpunk 2077 oferece uma proposta bastante diferente dos grandes mundos naturais de Elden Ring ou Zelda. Seu principal cenário é Night City, uma metrópole futurista marcada por enormes edifícios, ruas iluminadas e bairros com identidades distintas.
É uma opção especialmente interessante para quem prefere ficção científica, narrativa e desenvolvimento de personagem.
Combate com armas de fogo, furtividade, habilidades relacionadas a sistemas eletrônicos e diferentes estilos de construção do personagem ajudam a diversificar as missões.
Para quem pretende começar atualmente, também vale considerar a expansão Phantom Liberty como parte da experiência disponível.
Grand Theft Auto V
Mesmo depois de muitos anos, Grand Theft Auto V continua sendo um dos exemplos mais conhecidos do gênero.
Los Santos e seus arredores misturam áreas urbanas, estradas, montanhas, praias e regiões mais afastadas. A campanha utiliza três protagonistas e permite alternar entre Michael, Franklin e Trevor em diferentes momentos.
Além das missões principais, existe uma quantidade considerável de atividades paralelas e situações espalhadas pelo mapa.
É uma escolha interessante principalmente para quem prefere um mundo aberto urbano e uma estrutura menos voltada às mecânicas tradicionais de RPG.
Ghost of Tsushima
Ghost of Tsushima aposta fortemente na ambientação. A aventura acompanha o samurai Jin Sakai durante a invasão mongol da ilha de Tsushima.
Em vez de depender exclusivamente de elementos tradicionais de interface para indicar o caminho, o jogo utiliza recursos integrados ao cenário, incluindo o vento, para orientar a exploração.
O combate com katana é outro destaque. O jogador precisa observar os adversários e utilizar técnicas adequadas às diferentes situações, podendo ainda recorrer a abordagens furtivas.
Para quem procura belas paisagens, combates cinematográficos e uma história de samurais, Ghost of Tsushima merece atenção.
The Elder Scrolls V: Skyrim
Skyrim é um dos jogos que ajudaram a popularizar a ideia de simplesmente escolher uma direção e descobrir o que existe pelo caminho.
Depois das primeiras etapas da campanha, há bastante liberdade para ignorar temporariamente a história principal. O personagem pode explorar cavernas, visitar cidades, participar de diferentes grupos, aprender magia e desenvolver diversas habilidades.
Naturalmente, sua idade aparece em aspectos técnicos e em determinadas mecânicas. Ainda assim, a liberdade de construir uma aventura própria continua sendo uma das razões pelas quais Skyrim permanece relevante.
Horizon Forbidden West
Horizon Forbidden West combina exploração com combates contra enormes máquinas.
A protagonista Aloy utiliza diferentes equipamentos e armas para explorar fraquezas específicas dos adversários. Isso torna os confrontos particularmente interessantes, principalmente contra máquinas maiores.
O cenário também oferece bastante variedade visual, com florestas, áreas costeiras, desertos e ruínas de uma civilização tecnologicamente avançada.
É uma boa alternativa para jogadores que gostam de mundos visualmente impressionantes, progressão de equipamentos e combate orientado pela identificação das vulnerabilidades dos inimigos.
Qual é o melhor jogo de mundo aberto?
Não existe uma resposta única porque esses jogos priorizam experiências diferentes.
Quem procura realismo e narrativa provavelmente encontrará em Red Dead Redemption 2 uma das opções mais completas. Para exploração e desafio, Elden Ring é uma excelente escolha. Quem prefere histórias e decisões deve considerar The Witcher 3.
The Legend of Zelda: Tears of the Kingdom se destaca pela liberdade e criatividade, enquanto Cyberpunk 2077 e GTA V são alternativas interessantes para quem prefere grandes ambientes urbanos.
Para combate e ambientação histórica, Ghost of Tsushima é particularmente atraente. Skyrim continua indicado para quem deseja um RPG com bastante liberdade para definir o próprio caminho.
Mais importante do que procurar simplesmente o maior mapa é escolher um jogo cujo mundo ofereça atividades compatíveis com aquilo que você gosta de fazer. Um cenário enorme pode se tornar repetitivo quando há pouco motivo para explorá-lo. Os melhores mundos abertos conseguem fazer justamente o contrário: transformar o caminho até o próximo objetivo em uma parte importante da aventura.
